Shelf Life é o tempo que um produto tem de sua produção até sua ingestão antes que se torne impróprio para consumo.
Existem inúmeros fatores que determinam o shelf life de um alimento, dentre eles:
ingredientes, conservação, tipo de embalagem, exposição a luz e temperaturas variadas, entre outros. E ainda há a combinação de dois ou mais desses fatores. Por isso é muito importante a completa atenção em todas as condições de processamento, produção, transporte, conservação e preparação dos alimentos.
Algumas dicas são importantes e já são conhecidas por pessoas que lidam com alimentos no dia a dia, como manter alimentos perecíveis em baixos níveis de temperatura seja em refrigeradores ou freezeres, manter embalagens de produtos com baixo nível de umidade sempre bem fechadas para que os mesmos não amoleçam e percam consistência e sabor, entre outros. Mas existem outras formas de conservar que nem sempre ficam evidentes, como a exposição a níveis muito altos de iluminação, principalmente a não natural que favorece a perda de cor, sabor e nutrientes de alguns alimentos, o uso de embalagens ou recipientes que possam interagir de forma danosa com o alimento, alterando suas propriedades, a falta ou excesso de oxigênio que pode causar no primeiro caso o ressecamento do alimento e no segundo caso a proliferação de fungos ou bactérias prejudiciais à saúde, entre outros.
Um ingrediente que vem ganhando maior adesão na produção de alimentos, em especial os embutidos de origem suína e bovina é o colágeno também de origem bovina.
O colágeno é um nutriente que pode ser associado a uma cola, pois tem como principal função a ligação de várias partes de nosso corpo, bem como o fortalecimento dos dentes, unhas, cabelo, musculatura, pele e ossos. Ele pode ser responsável pela constituição de 25 a 30% de todos os nutrientes encontrados no corpo humano.
Há algum tempo pesquisadores descobriram que durante a produção de alguns alimentos pode-se substituir os ingredientes principais em até 20% por colágeno bovino sem que esses alimentos percam seus valores nutricionais, textura, sabor e aroma.
Esse colágeno ajuda na conservação desses produtos, pois possui efeitos emulsificantes e estabilizantes que eram adicionados aos alimentos através de outras formas, mas que não apresentavam a vantagem de melhorar as propriedades conservadoras enquanto completavam a quantidade de ingredientes utilizados durante a produção.
Uma outra vantagem que a utilização de colágeno oferece é que com o avanço da idade a produção de colágeno no corpo humano vai diminuindo, além de condições exteriores como o excesso no consumo de açúcar, o hábito de fumar e a alta exposição ao sol que também prejudicam a produção de colágeno no organismo, o que pode causar danos às articulações, enfraquecer os ossos e dentes e propiciar o surgimento de rugas. Com a utilização desse nutriente na produção dos alimentos o corpo vai o repondo de outras maneiras.
Neste contexto, podemos perceber que diversos são os fatores que influenciam na conservação dos alimentos durante o shelf life e que inúmeros estudos ainda precisam ser feitos para que se descubra novos formatos de preservação das propriedades alimentícias. Até agora conseguimos um resultado satisfatório, mas os pesquisadores precisam manter constante a busca e a pesquisa nessa área tão importante para a saúde da população.
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